quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Horário eleitoral

Este blog, já tão errático e sem data certa, estará mais largado ainda. TCC e estágio enforcam Rover - talvez este seja o título do próximo post, ou de uma manchete nos datenas da vida. Enfim, nos vemos.

Pra não dizer que o post é inútil: leiam sobre retórica e lógica e escutem Rolling Stones. Isto faz um bem...

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terça-feira, 5 de agosto de 2008

Stevie Ray Vaughan

Quando as coisas chegam num ponto em que nem o motorista da van que te leva pra faculdade é confiável, o negócio é ligar uma blueseira no talo e deixar cair. Well there's floodin' down in Texas...

Stevie Ray Vaughan - Texas Flood

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quarta-feira, 2 de julho de 2008

Do porquê ser professor [2]

Curso de aprendizagem, alunos entre 16 e 19 anos, meninos e meninas. Dou aula, entre outras coisas, de Telemarketing (!!!). A turma é muito boa e muito criativa. Como prêmio pelo encerramento do semestre, proponho um teatro educativo, sobre o tema: existem 02 tipos de telemarketing, o ativo e o receptivo. Proponho dividir a sala em quatro grupos, com dois demonstrando a maneira correta de se desempenhar os 02 tipos, e os outros 02 grupos demonstram os erros mais comuns. Cada grupo deve explicar, para a platéia, didaticamente, os erros e acertos, relativos a postura, linguagem, relacionamento com o cliente, etc, afinal, a platéia seria composta por alunos e professores das outras turmas do curso de aprendizagem. Três aulas elaborando os textos, ensaiando, incluindo o conteúdo para afinar os sketches (ou esquetes, se você for da turma do Aldo Rebelo).
Sexta feira, 27 de junho, dia da apresentação. Auditório lotado, mais de 100 pessoas. Alunos, professores, coordenação... todos ali assistindo. E os alunos, literalmente, dão um show. Tinha estabelecido 02 critérios principais: que os alunos incluíssem todo o conteúdo desenvolvido até então e que os sketches fossem engraçados - o que foi cumprido com louvor.
Ao final de 01h15 de apresentações e explicações, a líder do último grupo pega o microfone, agradece a todos pelo empenho e pela concentração, e dedica ao professor, pela paciência e confiança. A meninada urra, os professores aplaudem. Demoradamente. Com lágrimas nos olhos, sou chamado a encerrar a apresentação e, assim que faço, novos e intensos aplausos irrompem. Ganho um abraço caloroso de todos os alunos, que saem tremendamente felizes pela experiência. Quietinho, deixo os alunos celebrarem, subo pra sala dos professores, tomo meu café e vou embora, imensamente realizado e curtindo cada segundo da imensa emoção e carinho dividido e proporcionado. Digerindo as possibilidades de sentido da palavra educador, encarando (e aceitando, realizado) a missão.

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segunda-feira, 30 de junho de 2008

Do porquê ser professor

Sala de aula vazia. Apenas o professor, em sua mesa, e o aluno, sentado a sua frente. As notas são por menções (O, de ótimo; B, de bom; I, de insatisfatório), e o mestre dá, individualmente, o que é chamado de "feedback" aos alunos, quando das menções: diz onde ele foi bem e onde ele pode melhorar. Um dos alunos lê muito mal - e, pra piorar, quando fica nervoso, gagueja: troca palavras, come letras, pontua e acentua mal. Porém, longe de fazer disso uma desculpa para seu possível fracasso, o garoto toma as rédeas e segue firme. De tanto o professor orientar sobre a necessidade de boa comunicação para o bom profissional de qualquer área, se matricula num curso de "expressão verbal" e sempre pede orientações ao fim das aulas, sobre como e onde melhorar. Durante as aulas, pede para fazer as leituras em voz alta. Professor pede para que ele fique para receber a menção. Então, segue diálogo.

Professor: Sérgio, rapaz. Estou felicíssimo com sua força de vontade. Parabéns! Como recompensa pelo esforço e como referência aos colegas, sua menção, neste conteúdo, é "O".
Sérgio: Nossa Senhora! Quando o senhor me pediu para ficar, imaginei que era bronca, ou que o senhor ia me dizer pra procurar outro curso. Caramba, "O"??? Muito obrigado, professor!
P: Longe disso! Nâo me agradeça, você ganhou esta menção por mérito seu. Essa força de vontade, essa gana, são características de um grande profissional, com um grande caráter. E como prova de que aprovo e louvo este seu esforço, toma. É um presentinho meu pra você. (saca da mesa, escondido embaixo do diário, o livro "Um Cadáver Ouve Rádio", do brilhante Marcos Rey, Série Vaga-Lume).
S (com os olhos cheios d'água): Caramba, professor, muito obrigado. Nem sei o quê dizer... eu... eu... (começa a chorar copiosamente) Muito obrigado! Hoje mesmo vou ler o livro!
P: Querido, literatura é hábito. Começando, você não pára mais. E se aprimora pra vid...
S: Nossa, tem até dedicatória!!!
P: Tem, tem. Vá em frente, rapaz! Força, persista! Você está no caminho certo.
S (chorando): Obrigado, obrigado! (chora, enxuga o rosto e sai da sala, murmurando "obrigado, professor" a cada passo).

Outro aluno entra para o feedback. Senta, me olha com olhar indagador e dispara:

- Professor, o quê o senhor fez ou disse pro Sérgio que ele saiu com uma cara tão feliz aqui da sala? Ele estava literalmente radiante!

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quinta-feira, 1 de maio de 2008

Nota máxima - ou: comprovando empiricamente a estupidez


Lembram deste post? Então... acertei as 02 perguntas, tirei nota máxima nas 02 provas (lembrando q na universidade sempre-atualizada, as provas valem 08, além de um trabalho que vale 02, pra completar 10 pontos).
Update: Fiz um simulado pro ENADE, visto que faremos a prova oficialmente este ano. Como simulado, fizemos o Enade 2005 - uma pesquisa no Google me desmentiria ou confirmaria o que vai abaixo: o tema "inclusão digital" estava em pauta, não? Um grande número de questões relacionados ao tema. Internacionalização da Amazônia, temas pertinentes do "ensino-aprendizagem"... o proselitismo canalha de sempre, aliado a alguns enunciados simplesmente ininteligíveis.Nas fotos: o cerrrrrrrto da professora na questão dissertativa (bela letra, Rovercy) e a nota máxima estampada na prova. Give the people what the fuck they want, diria Dalai Lama.

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segunda-feira, 14 de abril de 2008

Estágio

O curso tem estágio obrigatório, droga. Eu sei que devia ter considerado isso antes de fazer o curso, eu sei. Mas nem pensei, liguei o foda-se e fui. Não me arrependo. Porém, o que me massacra agora é o seguinte:
a) Todas as aulas de didática, práticas de ensino e disciplinas afins, são um porre horroroso! Gente cretina tentando impor métodos idem;
b) Não posso concordar que essas pessoas me ensinem coisas que deixaram o ensino (notadamente o de língua portuguesa) como está;
c) Pra não falar do ensino de língua inglesa, inexistente - e isso sendo bonzinho.

Com base no acima exposto, me digam pq raios eu tenho q fazer a [piiiiiiiiiii] do estágio?! Pq é obrigatório, oras. Respirarei fundo e... sei lá o q. Então, fim de post.

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segunda-feira, 10 de março de 2008

Didática. Ou fábrica de cobaias

Aula de "didática" é um troço complicado. Primeiro pq corre-se o risco de o professor adotar a sua linha de atuação como o correto a ser seguido, mesmo que o conteúdo a ser dado e o perfil sócio-econômico e cultural da turma varie ao infinito. Segundo pq, dependendo da tal linha de atuação, o cara envenena a cabeça dos alunos. Na nossa mais recente"aula", padecemos dos dois males.
Pra mim, liberal e libertário, com horror a qualquer imposição burocrata e/ou estatal (ainda mais na educação), já é uma paúra ver professor defendendo com ênfase a escola pública ao mesmo tempo que faz proselitismo sindical do mais vagabundo em sala visando nada menos que seu (do professor) próprio interesse. Pois as 04 aulas que tivemos nesse dia, além desse discurso delinquente, aguentamos mais 02 vertentes: a professora q reclama q é mal paga e a outra q defende o tal construtivismo. Sabem como é, aquela vertente q, aos 02 anos tenta ensinar a criança a ler e aos 14 tenta ensinar o que é "lúdico", brincando com bambolês e jogos de montar: adianta o crescimento da criança pra depois tratá-la como retardada, sem que, nesse processo, ela aprenda algo além de relinchar clichês.
Os que combatem a gramática tradicional devem adorar os resultados de tanto "lúdico" nas escolas: crianças que não sabem ler, não sabem escrever, não sabem interpretar - a repetir esse engano por gerações, teremos uma nova linhagem de asnos em breve. Mas tudo de uma forma "construtivista de interação com o mundo". Não se aprendem funções sintáticas elementares; os alunos têm uma noção semântica paupérrima; constroem frases que não fazem sentido algum; escrevem o que falam, e falam cada vez pior. Não há contato com a língua, com a comunicação - conseqüentemente, não há aprendizado. E ainda defendem essa metodolgia? Eis uma das razões de um curso como Letras ser tão mal visto: por formar bocós delinquentes. Orientados por sindicalistas amadores, professores que só reclamam da falta de dinheiro, sem senso crítico pra ver que uma teoria, por melhor que seja, ainda é uma teoria. Se a prática a desmente, ora... às favas com a teoria - não usemos crianças como cobaias. Mas não: só falta um professor ruminar que a culpa é da falta de apoio familiar. E a família culpa a escola. Ambos culpam o MEC. Que culpa as Secretarias Estaduais. E a criançada não aprende p... nenhuma, até a próxima moda. Que aliás, já estamos sendo submetidos: é falar mal do tal jornal que a Secretaria de Cultura do Estado de SP criou como suporte pras aulas. Qualquer hora falo do tema, mas aviso: só pelos vagabundos ligados ao esquerdismo mais tosco terem chiado, creio que a idéia é, no mínimo, interessante. Mas isso é apenas provocação, claro.
Parafraseando Voltaire, sempre que tenho uma aula que tece loas a esse tipo de cretinice, sinto uma empatia tremenda: quase saio da sala também andando sobre quatro patas.

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quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Acadêmicas

Instituições como a universidade que é "sempre atualizada" têm recebido severas críticas minhas. Já cheguei a me referir à essas instituições como "Mcdonaldização do ensino superior", ou "diploma a prestação", "ensino de franquia", etc. Mas, a César o que é de César: neste semestre temos tido trabalhos e provas com amplas possibilidades de desenvolvimento. Senão vejamos:

- As provas a respeito dos livros Dom Casmurro e O Cortiço. São provas voltadas pra quem leu as obras, com uma exigência razoável de articulação. Ponto contra: prova com consulta (inclusive aos colegas), e aceitação de qualquer ctr c + ctr v tosco como resposta.
- O trabalho do conto "Negrinha", de Monteiro Lobato. O conto é fantástico, e as questões pertinentes para uma matéria de Literatura Brasileira de um curso de Letras.
- Os trabalhos de Metodologia são oportunidades fantásticas de desenvolvimento acadêmico. Atualizar o tema "Arca de Noé" com base nas orientações curtriculares para a disciplina "Literatura" no ensino médio é um desafio interessante. Boas possibilidades, se sair como quero, publico a conclusão aqui.
O outro trabalho é o artigo científico, que na verdade seria o pontapé inicial pro nosso TCC. Esse vai ser mais cascudo, mas também levo fé.
- O trabalho dos contos, pra Teoria da Prosa, foi simplesmente uma delícia de fazer. Contos maravilhosos (Missa do Galo e Pai Contra Mãe, do Machado de Assis; Viagem à Petrópolis, de Clarice Lispector; e Peru de Natal, Mário de Andrade), dissecadso sob o ponto de vista do foco narrativo (na tipologia de Norman Friedman), desenho das personagens (redondas ou planas), tempo, espaço e enredo (apresentação, complicação, clímax, desfecho).
- Gulliver's Travels é um clássico da literatura em todos os tempos. A oportunidade de lê-lo, ainda q retold by Oxford Library Editions, sempre agrega valor.
- Não listo os trabalhos restantes pq nem tudo são flores... professor mediador? Televisão? Desvio padrão? I'm not on drugs!

Moral da história: estudos linguísticos, gramáticos, literários e de língua estrangeira. Só não aproveita quem não quer - ou não percebe, o que temo ser o caso.

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quarta-feira, 3 de outubro de 2007

RESUMO DA ÓPERA

Começo de outubro. Impressões e digressões.

ESTATISTICA INDUTIVA. Vocês se lembram daquele filme antigo, tosco, "Curso de Verão"? Sessão da Tarde, tipo: "eles perderam a licença para dirigir, e agora estes malucos têm que fazer o... Curso de Verão! Com Tom Berenger." Lembram? Tinha um personagem, o 'cheng so' (means "chinês sozinho", rá, rã) tem um pesadelo na véspera do exame e acorda gritando "eu não sei nada - eu não sei nada - eu não sei NADA!" Então, esse sou eu com estatística. Mas numa atitude incomum, a sorte resolve bafejar Rover: dois chutaços em questão valendo um ponto. No ângulo. As duas. Média, baby.

METODOS DE PESQUISA. A mulher q dá aula disso é uma metralhadora erudita, cara. Tem o dom de voar do assunto em questão, dar um rolê considerável... pra pousar no mesmíssimo lugar de onde saiu. A prova deu 04 temas e pediu pra elaborarmos um resumo acadêmicode 02 deles. Diliça. Fizemos "problemas com livro didático" e "leituras na sala de aula". Prova em dupla, combinamos dar um tema pra cada e carregar no sarcasmo as much as possible. That was fun.

PRAT ENSINO: VIV AMB EDUCATIVO. Adon-nou-ua-da-fuck-it-is... assinar fichas de novo?

ATIVID ACADEM-CIENTIÊNFICO. Preciso lembrar de fazer a p#rra do c&ralho de relatório pra todo @#$%! livro que eu ler. Damn!

LING INGLESA: DIVERS DE USO. Sem querer soar pretensioso, mas não dá pra pensar em dificuldade com certos temas em inglês. Simple present, present perfect... ainda mais nesses exercícios "mamãe lets go to ccaa."

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