Seleta de Prosa
A MENTE MOVE A MATÉRIA
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
terça-feira, 6 de outubro de 2009
É só o amor que eu respiro, baby
Marcadores: pessoal, profissão professor, Rolling Stones
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
terça-feira, 29 de setembro de 2009
Eleições na web (fechando a tampa)
Reforma eleitoral: Lula veta restrições a debate na internet (via Globo Online, aqui)
BRASÍLIA - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta terça-feira, com três vetos, o projeto de minirreforma eleitoral aprovado pelo Congresso no dia 16. Lula vetou a proposta que igualava as regras para debates entre os candidatos na web às regras da televisão e rádio. Com o veto, ficam sem regras os debates entre os candidatos na internet. A justificativa é que a rede de computadores é território livere. As novas regras entram em vigor na eleição do ano que vem.
O texto da Câmara estendia aos debates realizados em sites comerciais as mesmas regras existentes para debates nas emissoras de rádio e TV, que são concessões públicas. Pelas regras aprovadas na Câmara, e que continuam valendo para rádio e TV, todos os candidatos com representantes no Congresso teriam direito a participar dos debates, que poderiam ser feitos em blocos de 3 ou mais candidatos. As regras para os debates no rádio e TV têm que ter a concordância de dois terços dos candidatos.
- Com esse veto, os debates na internet ficam sem regra nenhuma - disse o relator da matéria na Comissão de Ciência e Tecnologia do Senado, Eduardo Azeredo (PSDB-MG).
O texto da Câmara já liberava a cobertura da campanha eleitoral em sites jornalísticos, blogs e sites de relacionamento. Segundo o texto, "é livre a manifestação do pensamento, vedado o anonimato durante a campanha eleitoral, por meio da rede mundial de computadores" e "outros meios de comunicação interpessoal mediante mensagem eletrônica". O texto assegura o direito de resposta e diz que as representações pela utilização indevida da rede "serão apreciadas na forma da lei".
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Momento “Galvão eu já sabia”: do jeito que o PT já saiu na frente, correndo atrás do marketing do Obama, como relatado neste post já citado acima, alguém tinha dúvida que eles manteriam a internet como território livre? Justo o PT, que chegou ao poder muito pelos dotes de Duda Mendonça? Seria muito estranho... além disso, o governo (e o PT) tem um exército mobilizado via blogs, subjornalismo e afins. Deixar este trunfo de lado seria burrice. Dos males, o menor: a internet continua como área de livre manifestação de pensamento. E é assim que tem que ser. Parabéns ao presidente, independente de suas motivações, pelo bom senso de nos livrar da tara autoritária de uns e outros. Imagino a cara do senador Eduardo Azeredo lamentando que “os debates na internet ficam sem regra nenhuma”, todo amuadinho. Com todo respeito, senador, vá procurar coisa melhor pra fazer do que tentar controlar a internet.
Um brinde a liberdade!
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
O mais querido tem Rubens, Dequinha e Pavão
Dia desses, aniversário familiar. O pessoal conversando e eu meio de canto. Até que um tio, desses que a gente só vê em festas familiares, puxa a cadeira e senta ao meu lado. Cabelos branquinhos, fala pausada.- Dequinha, sei sim.
E o papo acabou indo pra seleção brasileira, outros chegaram na conversa. E eu tinha vivido um momento emocionante: o depoimento de quem esteve presente numa fase maravilhosa do futebol brasileiro e do Flamengo. Romântica, talvez. Mas maravilhosa. O Maraca cheirando a novo, os grandes jogadores tratando a bola como ela deve ser tratada. Homens de brio, paixão. Jogos épicos, esportividade e gentileza. E uma nação cuja história é a maior força para a conquista de um futuro com glórias merecidas.
Porque é assim: uma vez Flamengo, Flamengo até morrer.
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sexta-feira, 25 de setembro de 2009
100 posts!
Marcadores: apostos, blog, Digestivo Cultural, Marvin Gaye, pessoal, Ramones, The Who
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
Marketing na web
Marcadores: Dilma Roussef, Marketing, Obama, Política, PT
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
Beatles ao vivo no Budokan, os fãs. E finalmente remasterizados!
Adoro Beatles. Mesmo. Desde muuuuuuito tempo. Pra ser mais exato, desde 1984, quando minha mãe comprou um cassete (sim: uma fita cassete!) lançado pela Som Livre, com uma coletânea do grupo - uma capinha azul, muito legal. Um dos meus grupos favoritos em tudo: atitude, marketing, mitologia em torno e dentro do grupo. Claro que nada disso teria efeito se a música não fosse maravilhosa, como de fato é em todas as fases.Introdução feita, comprei o DVD Live at Budokan, registro de um dos últimos shows dos Beatles (de 30 de junho de 66 - o último show, teto da Abbey Road a parte, foi em 29 de agosto de 66). Algumas coisas são dignas de nota:
- o grupo já transparecia um saco-cheísmo de toda aquela histeria. Os gritos, as fãs sequer prestando atenção ao que eles tocavam... especialmente Ringo e John. O primeiro tocando de cara amarrada, burocraticamente. Não que Ringo fosse um grande baterista, claro. Mas ele estava ainda mais burocrático...
- Em alguns momentos, chego a crer que eles realmente tiram sarro da coisa toda. Riem, acenam só pra provocar reações histéricas e caem na risada. Até o "surto" de Lennon, tido como único no no histórico concerto no Shea Stadium, é repetido no Budokan.
- A estrutura para o show é ridícula. Os microfones ficam balançando, quase caem vááárias vezes, praticamente "andam", fogem de quem canta (Lennon, McCartney e Harrison riem disso várias vezes durante o show; Lennon chega a debochar verbalmente sobre o tema).
- Agora, mesmo assim, os caras eram bons. Não me venham com o papo de que "tecnicamente" isso e aquilo. Não falo de técnica, falo de capacidade harmônica, feeling musical, melodia. De que adianta ser um Malmsteen se você não consegue criar nada comparável as harmonias vocais de If I Needed Someone ou Nowhere Man? De que adianta ser um Jaco Pastorius se você não compõe um riff como o de Day Tripper? Eles não eram lá grandes instrumentistas, mas faziam a coisa de uma forma única. Os imitadores podem até fazer mais polido, mais limpo, colocar mais coisas complexas (e, opino, inúteis) na mistura; mas não conseguem soar daquele jeito - e nisso os Beatles me remetem muito aos Ramones: limitados sob o ponto de vista burocrático e técnico, mas únicos musicalmente. O que, pra este escriba, vale muito mais do que a quantidade de arpeggios por segundo...
- A capa diz "edição de colecionador", e é verdade mesmo. É o melhor dos Beatles? Hummm... não. É um grande show? Nem isso. É pirotécnico? Não. Possui extras sensacionais? Não. Como dito acima, é até nítido a saco-cheíce dos caras. Mas é um registro histórico de uma das maiores manifestações culturais do século XX. E o repertório é uma diliça, rapá: Rock And Roll Music (com um verso a menos), She´s a Woman, If I Needed Someone, Day Tripper, Baby's in Black, I Feel Fine, Yesterday (com banda!), I Wanna Be Your Man (música apresentada como "Ringo!"), Nowhere Man, Paperback Writer, I´m Down. Ou seja: um documento histórico mesmo, sem truque ou trapaça. Sozinho talvez não seja suficiente para entender tanto alvoroço ao redor dos caras. Mas, para iniciados, é papa fina.
A respeito dos extras: naquela época a banda tinha saído para um giro por Alemanha, Filipinas e Japão, e entraram num puta rolo nas Filipinas (eles falam disso em um dos Anthology). Nos extras do DVD, entrevistas da época, onde eles comentam, como diria o locutor, "no frescor do momento". Outro belo registro.
-x-
Estou com esse post no forno há uns dias, sempre com dificuldade de encerrá-lo, quando leio sobre o lançamento do catálogo do Fab Four remasterizado! Alvíssaras! Sempre me perguntei (meio que já sabendo a resposta) o porquê de só os cds dos Beatles terem embalagem e som tããão pobres. Constrangedoramente pobres! Já falei em um post que discos feitos pra vinil e passados diretamente para o cd (e agora mp3) são horrorosos, e mesmo os Beatles não fogem a essa regra. O que me leva a querer ouvir especialmente os discos a partir do Rubber Soul, onde eles aumentam o número de canais de gravação, recursos e truques de estúdio. Agora, como você pode ver aqui no Jamari França (o melhor blog de música da imprensa brasileira), os discos receberam o tratamento merecido, com detalhes saborosos. Ou seja: pobre bolso de Rover... como se não bastasse, os discos ainda têm como extras depoimentos dos Beatles e do produtor George Martin sobre cada álbum (íntegra, via Jama, aqui)
Prévia de como será o disco Abbey Road. Oh, yeah!Marcadores: Beatles, Jamari França, música, remasters
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
A Bugs Life!
Marcadores: cinema, pessoal, Vida de Inseto, Walt Disney
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
May the good Lord shine a light on you
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
Metallica is kicking asses again!
sábado, 15 de agosto de 2009
Versões: Chris Isaak e The Beatles
Marcadores: Beatles, Besame Mucho, Blue Moon, Chris Isaak, versões
sexta-feira, 14 de agosto de 2009
(mais uma) Aula-Show de Reinaldo Azevedo
Aí escreve o leitor que se identifica como “Assindético”:
Reinaldo, agora vc me deixou com uma dúvida. Eu havia aprendido que “quem chega, chega EM algum lugar”. Por isso dizemos: Ele chegou EM casa. Ou “Ele chegou na casa de seus pais”.“Quando vamos, vamos PARA algum lugar” - e por isso: Ele foi À (para+a) casa de seus pais”…Em sua frase você mencionou “Um dia ele chega às subordinadas.” O correto não seria chegar NAS subordinadas? Temo que eu é que esteja errado. Mas gostaria de saber o motivo…Um abraço.
Respondo
Em primeiro lugar, há uma mistura aí entre os verbos “chegar” e “ir”. Em qualquer dos casos, como transitivo indireto, você “chega” ou “vai” A algum lugar - sempre lembrando que também podemos chegar “DE”. Atenção! JAMAIS CHEGAMOS “EM” ALGUM LUGAR. Nunca! Nem Lula tem licença para isso. Se você aprendeu assim, aprendeu errado. Antes que continue: a depender do sentido e do contexto, o verbo “ir” admite outras preposições, seja como transitivo indireto, seja como intransitivo (”Lula ainda não foi?”). O verbo pode ser também pronominal: “Foi-se o entusiasmo da oposição”. Voltemos ao “chegar”.
O verbo também pode ser intransitivo, sem complemento. Digamos que Lula vá à casa de Renan Calheiros comemorar a baixaria no Senado. Quando aquele patriota abre a porta, Schopenhauer exclama: “Cheguei!”. “Chegar” pode ser transitivo direto. Durante o mensalão, por exemplo, muitos daqueles incríveis homens de bem tiveram a chance de dizer: “Chega esse dinheiro pra cá…” No caso, “esse dinheiro”, embora tenha sido roubado do seu bolso, leitor, era o “objeto direto” da canalha.
Só para concluir. Querem os gramáticos que a palavra “casa”, sozinha, não é antecedida do artigo “a”. Se não é, então você “chega a casa”, sem o acento grave indicador de crase. Mas raramente ou nunca a empregamos assim, solteira. Quando Lula chega “à casa de Renan“, ele chega craseado. E aí Deus nos acuda!
Marcadores: gramática, Política, Reinaldo Azevedo
terça-feira, 11 de agosto de 2009
Pessoa versus Camões
O embate DOS séculos: XX e XVI, hoho...
Gracias, Jana!
Marcadores: Fernando Pessoa, literatura portuguesa, Luis de Camões, poesia
sábado, 8 de agosto de 2009
Wiser Time me acha no Twitter. And I like it!
Marcadores: Black Crowes, blues, cerveja, rock and roll, twitter, Wiser Time
terça-feira, 4 de agosto de 2009
O tempo não pára!
terça-feira, 28 de julho de 2009
Maurício de Souza é um gênio
Marcadores: hq, Maurício de Souza, turma da Mônica
domingo, 26 de julho de 2009
Saramago
Do Globo Online, essa entrevista:
Em vários textos do livro, o senhor é crítico a figuras políticas: George Bush em 18 de setembro de 2008; Berlusconi em 19 de setembro de 2008 e em 13 de março de 2009; José Maria Aznar em 22 de setembro de 2008; o papa Bento XVI em 9 de outubro de 2008; Sarkozy em 6 de janeiro de 2009; e a própria "esquerda" é alvo de críticas em 1 de outubro de 2008. Mas há também textos esperançosos, sobretudo em relação à eleição de Barack Obama. Só que eu não me recordo de ter lido nada específico sobre o governo do Brasil. O que o senhor acha do presidente Lula?
SARAMAGO: Acho que o presidente Lula tem feito um excelente trabalho neste segundo mandato se aceitarmos como inevitáveis certas “infidelidades” ao seu programa inicial.
-x-
A entrevista tem bons momentos. Saramago é, sempre, um ótimo entrevistado. Fala bem, usa a linguagem a seu favor e sabe se promover muito bem. E, antes de qualquer coisa, gosto de sua literatura. Pode até ser cansativo em alguns momentos, mas é diferente do resto. Ensaio sobre a Cegueira é um grande livro, Memorial do Convento é ótimo também. Nunca li o Evangelho Segundo Jesus Cristo, mas quero lê-lo. Falo aqui, neste post, do (ai) "Saramago que emite opiniões sobre política". A análise é essa. Então, eu gostaria mesmo de saber o que Saramago considera "infidelidade inevitável":
- Se aliar a velhas oligarquias, com seus velhos coronéis?
- Usar dinheiro público em negócios suspeitos que só beneficiam os seus aliados mais próximos?
- Ser o articulador do legislativo mais nefasto da história do Brasil?
- Ser o presidente que menos tempo passa no seu próprio país?
- Aceitar chantagem de bandoleiros de quinta categoria, como Chavez, Evo, Corrêa, Lugo?
- Colocar o tal Movimento Estudantil (toc, toc, toc) sob cabresto?
- Tentar o possível para silenciar a imprensa?
E é claro que ele não opina sobre o Brasil. Nem sobre Cuba. Venezuela, China, Coréia do Norte. Não existe "crítica a favor". Vai falar mal daqueles com quem ele tem afinidade ideológica? Vai falar o quê? Que Collor tem tido um "comportamento exemplar"? Que Sarney tem uma "imensa folha de serviços prestados ao país"?
Este é mais um capítulo do pensamento das esquerdas (o outro está no post sobre a UNE): infidelidade boa é aquela "a favor" da causa. Mesmo que não se saiba que causa é essa. Ou por outra: não há causa alguma. Apenas o aforismo de sempre: "Aos amigos, tudo; aos inimigos, a lei".
PS: Descobri que tenho algo em comum com o José Saramago: ele também tem um blog que ninguém lê, hahahaha...
Marcadores: literatura, Política, Saramago
quinta-feira, 23 de julho de 2009
quarta-feira, 22 de julho de 2009
Ford Fusion [Ou: ela não merece!]
(risada sarcástica ao fundo, com eco: ha, ha, ha, ha...)
Marcadores: análise de discurso, Ford Fusion, propaganda, sarcasmo




