quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Ah, Flamengo...

É por isso que eu te amo, Flamengo.



Em clima de “deixou chegar, fudeu!” Vamo lá que dá, porra!

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terça-feira, 6 de outubro de 2009

É só o amor que eu respiro, baby

Ser professor é um sacerdócio. E esta frase um clichê, ok. Mas sair do ensino técnico, com uma proposta livre, talvez até por não ser uma proposta, em termos absolutos, te leva a um certo desconforto do tipo "o que será que vem?", insegurança, frio na barriga. Aliado ao fato de, em tese, quem está numa escola técnica está PORQUE QUER, ninguém o obriga estar ali. Ainda a questão da liberdade de atuação em sala de aula e uma boa dose de maturidade na relação professor - aluno. Com tudo isso, ir lecionar em um colégio, onde até os lugares são determinados pela direção, é algo que tem me ocupado a cabeça direto - por mais que tenha sido algo que tenha batalhado muito e que esteja me deixando feliz, embora beeem cansado. Esta adaptação exige muito - física e mentalmente; cada aula é atuar 50 minutos muito próximo do seu limite, não tem o que dosar: é pancada atrás de pancada, porque dali você sai para outra sala, e dali para outra, e vai-q-vai-q-vai. Não sei ainda até onde chegar, como usar recursos e mediações diferenciadas sem prejudicar o conteúdo (embora tenha o sentimento que vá até ajudar), e a cobrança (de alunos, pais e da própria escola) é imensa. Acredito ter criado empatia com a maioria das turmas, o que é bom. Por outro lado, é muito complicado, visto eles estarem ali, aprendendo aquele conteúdo, praticamente forçados. Tem gente que detesta inglês. Tem gente que nem liga pra inglês. Tem gente que não liga pra nada. Misturados aos que gostam, aos que querem algo, que sabem o que querem - justiça seja feita, número alto entre os estudantes. E esse povo tá todo junto, nas mesmas salas. Mas de uma coisa eu tenho certeza: vencerei. É difícil, mas nunca achei que fosse fácil. Mas também é muito gostoso - call me crazy, if you want.
Sing along: I know, it's only English class. But I like it, like it. (yes, I do!)

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quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Não ia postar nada...

...mas ISTO é zenzazional, hahaha!

Aliás, o blog inteiro é muito bom.

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terça-feira, 29 de setembro de 2009

Eleições na web (fechando a tampa)

Finalmente arrumei o computador no escritório, aqui em casa. Embora ainda esteja sem móvel (posto, literalmente, deitado). Segue notícia que complementa bola levantada neste post:

Reforma eleitoral: Lula veta restrições a debate na internet (via Globo Online, aqui)

BRASÍLIA - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta terça-feira, com três vetos, o projeto de minirreforma eleitoral aprovado pelo Congresso no dia 16. Lula vetou a proposta que igualava as regras para debates entre os candidatos na web às regras da televisão e rádio. Com o veto, ficam sem regras os debates entre os candidatos na internet. A justificativa é que a rede de computadores é território livere. As novas regras entram em vigor na eleição do ano que vem.

O texto da Câmara estendia aos debates realizados em sites comerciais as mesmas regras existentes para debates nas emissoras de rádio e TV, que são concessões públicas. Pelas regras aprovadas na Câmara, e que continuam valendo para rádio e TV, todos os candidatos com representantes no Congresso teriam direito a participar dos debates, que poderiam ser feitos em blocos de 3 ou mais candidatos. As regras para os debates no rádio e TV têm que ter a concordância de dois terços dos candidatos.

- Com esse veto, os debates na internet ficam sem regra nenhuma - disse o relator da matéria na Comissão de Ciência e Tecnologia do Senado, Eduardo Azeredo (PSDB-MG).

O texto da Câmara já liberava a cobertura da campanha eleitoral em sites jornalísticos, blogs e sites de relacionamento. Segundo o texto, "é livre a manifestação do pensamento, vedado o anonimato durante a campanha eleitoral, por meio da rede mundial de computadores" e "outros meios de comunicação interpessoal mediante mensagem eletrônica". O texto assegura o direito de resposta e diz que as representações pela utilização indevida da rede "serão apreciadas na forma da lei".

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Momento “Galvão eu já sabia”: do jeito que o PT já saiu na frente, correndo atrás do marketing do Obama, como relatado neste post já citado acima, alguém tinha dúvida que eles manteriam a internet como território livre? Justo o PT, que chegou ao poder muito pelos dotes de Duda Mendonça? Seria muito estranho... além disso, o governo (e o PT) tem um exército mobilizado via blogs, subjornalismo e afins. Deixar este trunfo de lado seria burrice. Dos males, o menor: a internet continua como área de livre manifestação de pensamento. E é assim que tem que ser. Parabéns ao presidente, independente de suas motivações, pelo bom senso de nos livrar da tara autoritária de uns e outros. Imagino a cara do senador Eduardo Azeredo lamentando que “os debates na internet ficam sem regra nenhuma”, todo amuadinho. Com todo respeito, senador, vá procurar coisa melhor pra fazer do que tentar controlar a internet.

Um brinde a liberdade!

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segunda-feira, 28 de setembro de 2009

O mais querido tem Rubens, Dequinha e Pavão

O Flamengo é uma das minhas grandes paixões. De 1980 pra cá, muito da história da minha vida passa pelo clube. E não é só o futebol não: os esportes ditos "amadores" também. Já me emocionei muito com o basquete, com o vôlei, judô e natação do Flamengo. Já varei a madrugada tentando confirmar o resultado do Remo rubro-negro. Reverenciei ídolos que nunca vi em quadra, piscina, tatame ou campo. Chorei, ri, chorei de rir, ri de chorar, acompanhando o clube. Já parei (com mais 04 gatos pingados) uma das maiores avenidas daqui de São José dos Campos (SP - terra do primeiro quiosque do Flamengo fora do RJ) pra comemorar o penta (sim, penta) em 92. Mas não é disso que quero falar. Aliás, é do Flamengo sim, mas de uma personagem em especial: José Mendonça dos Santos, o Dequinha (nascido em Mossoró, RN, a 19 de março de 1928).
Dia desses, aniversário familiar. O pessoal conversando e eu meio de canto. Até que um tio, desses que a gente só vê em festas familiares, puxa a cadeira e senta ao meu lado. Cabelos branquinhos, fala pausada.
- E o nosso Flamengo, hein?(mal acreditei que o Flamengo fosse virar assunto ali, aquela hora!)
- Ah, tá melhorando... o Andrade parece que conseguiu, com aquele jeito manso dele, acalmar aquele caldeirão.
- ‘Tamo’ com uns reforços bons... o Maldonado é bom, aquele negrinho (o Álvaro, tio) chega junto na zaga. E o Pet quer calar a boca de uns e outros aí...
- Verdade. Pena o time ter engrenado tão tarde...
- Rapaz, você me falou do Andrade e eu me lembrei de outro. Eu nasci em Minas, mas por causa do Flamengo sempre tive a obsessão de morar no Rio. O que consegui realizar em 1951, porque fugi de casa e me alistei no exército no (não me lembro o número) batalhão, lá.
- Sério?
- Sério. Meu jovem, o futebol era uma coisa linda de se ver mesmo. E não falo de estratégia ou tática, ou essas modernices, nada disso. Era plasticamente bonito! A bola era mais bem tratada que muita dama, hahaha...
- Imagino, às vezes penso nisso. Mas de quem o senhor lembrou?
- Bem, indo para o RJ em 1951 e apaixonado pelo Flamengo... você ouviu falar do tricampeonato de 53, 54 e 55?
- Opa, claro!
Pausa. Como qualquer rubro-negro que se preze não teria ouvido falar deste feito? Como um time perde de 5 x 0 o segundo jogo da final, tem o presidente morrendo na véspera do jogo decisivo (o grande Gilberto Cardoso pai, num tempo em que os presidentes eram os grandes líderes dos clubes, infartara de modo inapelável após - mais um - título do Basquete flamengo), como um time arranca forças para meter inapeláveis 4x1 e conseguir seu segundo tricampeonato (tão heróico quanto o primeiro, graças ao grande paraguaio Valido, outro que merece uma lembrança)? Só mesmo essa força da natureza chamada Flamengo. Mas volto ao Tio Zé.
- Bem, tão logo cheguei no RJ e me apresentei no batalhão, logo me juntei aos rubro-negros e íamos sempre aos jogos, nas folgas. O Flamengo realmente era maravilhoso, mas os outros também eram muito bons. E o Flamengo tinha um centromédio, Dequinha, que era um monstro.
Dequinha! Quem não sabe sobre Dequinha, imortalizado no “Samba Rubro-Negro”?
“Flamengo joga amanhã / Eu vou pra lá / Vai haver mais um baile / No Maracanã / O mais querido / Tem Rubens, Dequinha e Pavão / Eu já rezei pra São Jorge / Pro Mengo ser campeão!”
Sobre Dequinha: Dequinha formou com Rubens uma dupla de meio campo famosa na década de 50. Rubens era o estilista, responsável pelas jogadas de gols. José Mendonça dos Santos, o Dequinha (nascido em Mossoró, RN, a 19 de março de 1928), encarregava-se de combater os adversários, tomar-lhes a bola e proteger seus zagueiros. Uma excursão do América do Recife ao Rio de Janeiro, em 1950, atraiu o interesse do Flamengo, que o contratou. O investimento no maior centromédio do Norte e Nordeste valeu: Dequinha tornou-se uma peça vital na campanha do segundo tricampeonato do Flamengo, o primeiro no Maracanã. Dotado de incrível resistência física, não se limitava a proteger a defesa. Depois de amortecer a bola - a classe era tanta que parecia ter usado a mão - iniciava a arrancada pelo espaço livre ou tocava de leve para alguém sempre bem colocado. Raramente errava os passes e lançamentos longos. No Flamengo foi titular absoluto até encerrar a carreira, em 1960. (fonte: www.nacaorn.hpg.com.br)

- Dequinha, sei sim.
- Menino, eis algo que jamais esquecerei. Aquele Maraca lotado, pintado de vermelho e preto. Então tinha um tiro de meta pro adversário. O estádio emudecia! Emudecia tanto que a gente ouvia o bico do goleiro na bola. E a bola procurava o Dequinha! Ele levantava o pé praticamente na altura do pescoço, trazia a bola pro pé dele, como se usasse a mão, levantava a cabeça e iniciava as jogadas. E aí ele tinha Rubens, Dida, Joel, Zagalo, Evaristo, essa turma toda, pra tocar a bola. Por isso que dói ver caneleiros envergando o manto. Eu sou de um tempo que nego suava pra jogar com aquilo. No batalhão a gente brincava: preto era de tanta lama, de os caras se jogarem na bola. Vermelho era o sangue que aquele time suava. E os outros torcedores não podiam falar nada, porque quem ia no estádio via aquilo tudo.

E o papo acabou indo pra seleção brasileira, outros chegaram na conversa. E eu tinha vivido um momento emocionante: o depoimento de quem esteve presente numa fase maravilhosa do futebol brasileiro e do Flamengo. Romântica, talvez. Mas maravilhosa. O Maraca cheirando a novo, os grandes jogadores tratando a bola como ela deve ser tratada. Homens de brio, paixão. Jogos épicos, esportividade e gentileza. E uma nação cuja história é a maior força para a conquista de um futuro com glórias merecidas.
Porque é assim: uma vez Flamengo, Flamengo até morrer.

O timaço do segundo tri!

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sexta-feira, 25 de setembro de 2009

100 posts!

Queridos, eis que o nosso Seletinha chega aos 100 posts (na verdade, o post anterior foi o centésimo). Incrível, jamais achei que fosse durar tanto, escrevendo tão pouco e tão espaçado como escrevo. Mas valeu a pena. Adoro escrever, escrevo por prazer e, sem falsa modéstia, não acho que escreva mal. Esta amazing journey começou aqui, com um som que adoro, de uma banda que adoro. Era um dia em que o futuro estava meio confuso. Só sabia que seria desafiador, e realmente foi. Hoje, 100 posts depois, estou muito feliz com aquilo que me fiz. Me formei e atuo onde gosto, conheci e convivo com gente muito inteligente, trabalho pra caramba e a cada hora surgem novos e instigantes projetos. Escrevi para jornais e sites muito legais, conheci muita gente legal via Seleta e outros blogs. Um brinde, and let's get it on!

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sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Marketing na web

Leio na Folha: "Estrategista de Obama para a web diz que tática tem de ser adaptada para o Brasil", aqui, pra assinantes (por Letícia Sander).

"O marqueteiro João Santana promoveu na terça-feira um encontro em Brasília entre a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) e o americano Ben Self, mentor das estratégias de campanha na internet que ajudaram a eleger o presidente Barack Obama (EUA), para tratar do uso da rede na campanha de 2010. (...)

Sob os auspícios de João Santana, a empresa de Self, a Blue State Digital, fechou uma parceria com uma empresa brasileira que atua no setor de internet, a Pepper. A primeira fase desta parceria, já iniciada, é a elaboração de um diagnóstico para o PT sobre as possibilidades de uso da internet nas campanhas. Ambas as empresas atuarão na aplicação dessas estratégias, num segundo momento.Antes de embarcar de volta aos Estados Unidos, Self falou sobre como aplicar esses modelos no Brasil, onde o acesso à internet é bem menos pulverizado do que nos EUA, Self disse: "Eu não acredito que você possa trazer algo pronto de determinado país, implementar em outro e fazê-lo funcionar". Trata-se, segundo ele, de entender como estabelecer relações com as pessoas e usar estas relações para pedir que elas se mobilizem por sua causa. "Isso sim funciona em qualquer lugar. É a natureza humana".(...)"

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Eis um assunto que ainda vai dar o que falar. A eleição de 2010, escrevam, será a primeira grande eleição em que a internet terá papel decisivo. Como foi a de Obama em 2008 (o que faz voltar aquele papo do atraso brasuca, mas não quero fugir do assunto marketing). Só não sabemos quão grande será esta influência porque o brasileiro é, claro, diferente do americano. As manifestações "fora Sarney" mobilizadas via Twitter juntaram uns 100 gatos pingados. Mas por outro lado, na rede, o debate corre intenso. O maior desafio não será fazer a campanha decolar na web; o maior desafio será mobilizar as pessoas a partir da web. Aí é que vamos poder analisar, comparar. O brasileiro usa muito a internet - mas, como questiono sempre: será que usa bem? Se informa, troca idéias, debate ou fica dentro do seu mundo e nada mais, como diria Guilherme Arantes?
E, como sempre, o PT mostra que de bobo não tem nada. Já corre atrás do cara que fez a campanha de ninguém menos que Barack Hussein Obama. Tudo pra tirar Dilma da lama (eta rimazinha infame!), rá! Agora sério: se o PT engrenar uma boa estratégia para Dilma, aposto com quem quiser que a polêmica sobre a campanha na internet passa rapidinho. Só não sei para que lado devemos torcer: se a Dilma engrena, santo Deus... mas por outro lado, a internet tem que ser livre. Aliás, este é outro tema a acompanhar de perto: a decisão do nosso congresso sobre a campanha na internet. Esse povo sente saudade da ditadura. Tem verdadeira paúra de tudo aquilo que não possam controlar - e a internet é o ente mais simbólico do que poder nenhum pode controlar. Esta questão merece nossa (eu, que escrevo na web; vc, que lê isso na web) atenção. Embora ache que o PT não ia correr atrás do "homem por trás" de Obama se tivesse intenções reais de limitar o debate. Enfim, veremos..
Fugi de onde queria, mas retorno: A frase "entender como estabelecer relações com as pessoas e usar estas relações para pedir que elas se mobilizem por sua causa" é um achado. É marketing em sua mais pura essência. Aí está a solução e o problema: solução para o marketing político alavancar e continuar decisivo na corrida eleitoral. Problema porque um marketing eficiente provavelmente encobrirá o que há de mais relevante no cenário político: o debate entre ideias. Todo mundo vai querer parecer ser santo - para, quando eleitos, decepcionarem. Decepção óbvia, claro, porque santo ninguém é. Mas, com um marketing robusto, muita gente acredita que votou em um. Afinal, política, no dia a dia, é uma batalha das mais humanas, para não dizer menos santas. E aí tome protesto, popularidade em queda, desilusões com o outrora santo. É ou não é, Barack Obama?

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quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Beatles ao vivo no Budokan, os fãs. E finalmente remasterizados!

Adoro Beatles. Mesmo. Desde muuuuuuito tempo. Pra ser mais exato, desde 1984, quando minha mãe comprou um cassete (sim: uma fita cassete!) lançado pela Som Livre, com uma coletânea do grupo - uma capinha azul, muito legal. Um dos meus grupos favoritos em tudo: atitude, marketing, mitologia em torno e dentro do grupo. Claro que nada disso teria efeito se a música não fosse maravilhosa, como de fato é em todas as fases.
Introdução feita, comprei o DVD
Live at Budokan, registro de um dos últimos shows dos Beatles (de 30 de junho de 66 - o último show, teto da Abbey Road a parte, foi em 29 de agosto de 66). Algumas coisas são dignas de nota:
- o grupo já transparecia um saco-cheísmo de toda aquela histeria. Os gritos, as fãs sequer prestando atenção ao que eles tocavam... especialmente Ringo e John. O primeiro tocando de cara amarrada, burocraticamente. Não que Ringo fosse um grande baterista, claro. Mas ele estava ainda mais burocrático...
- Em alguns momentos, chego a crer que eles realmente tiram sarro da coisa toda. Riem, acenam só pra provocar reações histéricas e caem na risada. Até o "surto" de Lennon, tido como único no no histórico concerto no Shea Stadium, é repetido no Budokan.
- A estrutura para o show é ridícula. Os microfones ficam balançando, quase caem vááárias vezes, praticamente "andam", fogem de quem canta (Lennon, McCartney e Harrison riem disso várias vezes durante o show; Lennon chega a debochar verbalmente sobre o tema).
- Agora, mesmo assim, os caras eram bons. Não me venham com o papo de que "tecnicamente" isso e aquilo. Não falo de técnica, falo de capacidade harmônica, feeling musical, melodia. De que adianta ser um Malmsteen se você não consegue criar nada comparável as harmonias vocais de If I Needed Someone ou Nowhere Man? De que adianta ser um Jaco Pastorius se você não compõe um riff como o de Day Tripper? Eles não eram lá grandes instrumentistas, mas faziam a coisa de uma forma única. Os imitadores podem até fazer mais polido, mais limpo, colocar mais coisas complexas (e, opino, inúteis) na mistura; mas não conseguem soar daquele jeito - e nisso os Beatles me remetem muito aos Ramones: limitados sob o ponto de vista burocrático e técnico, mas únicos musicalmente. O que, pra este escriba, vale muito mais do que a quantidade de arpeggios por segundo...
- A capa diz "edição de colecionador", e é verdade mesmo. É o melhor dos Beatles? Hummm... não. É um grande show? Nem isso. É pirotécnico? Não. Possui extras sensacionais? Não. Como dito acima, é até nítido a saco-cheíce dos caras. Mas é um registro histórico de uma das maiores manifestações culturais do século XX. E o repertório é uma diliça, rapá: Rock And Roll Music (com um verso a menos), She´s a Woman, If I Needed Someone, Day Tripper, Baby's in Black, I Feel Fine, Yesterday (com banda!), I Wanna Be Your Man (música apresentada como "Ringo!"), Nowhere Man, Paperback Writer, I´m Down. Ou seja: um documento histórico mesmo, sem truque ou trapaça. Sozinho talvez não seja suficiente para entender tanto alvoroço ao redor dos caras. Mas, para iniciados, é papa fina.
A respeito dos extras: naquela época a banda tinha saído para um giro por Alemanha, Filipinas e Japão, e entraram num puta rolo nas Filipinas (eles falam disso em um dos Anthology). Nos extras do DVD, entrevistas da época, onde eles comentam, como diria o locutor, "no frescor do momento". Outro belo registro.
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Estou com esse post no forno há uns dias, sempre com dificuldade de encerrá-lo, quando
leio sobre o lançamento do catálogo do Fab Four remasterizado! Alvíssaras! Sempre me perguntei (meio que já sabendo a resposta) o porquê de só os cds dos Beatles terem embalagem e som tããão pobres. Constrangedoramente pobres! Já falei em um post que discos feitos pra vinil e passados diretamente para o cd (e agora mp3) são horrorosos, e mesmo os Beatles não fogem a essa regra. O que me leva a querer ouvir especialmente os discos a partir do Rubber Soul, onde eles aumentam o número de canais de gravação, recursos e truques de estúdio. Agora, como você pode ver aqui no Jamari França (o melhor blog de música da imprensa brasileira), os discos receberam o tratamento merecido, com detalhes saborosos. Ou seja: pobre bolso de Rover... como se não bastasse, os discos ainda têm como extras depoimentos dos Beatles e do produtor George Martin sobre cada álbum (íntegra, via Jama, aqui)

Prévia de como será o disco Abbey Road. Oh, yeah!

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sexta-feira, 4 de setembro de 2009

A Bugs Life!

Já que tenho trabalhado feito uma formiga, nada melhor que voltar a blogar com Vida de Inseto. (a associação Disney Pixar é das coisas mais fodas já vistas! Só filmaço!) Grande filme! Roteiro inspirado no clássico (maravilhoso) do Akira Kurosawa, Os Sete Samurais.
Cheers! Back on track, damn right!

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segunda-feira, 24 de agosto de 2009

May the good Lord shine a light on you

E não é que Rover foi parar no Digestivo Cultural? Check it out:
thanks a lot, good night!

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quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Metallica is kicking asses again!

Andando de carro pra cima e pra baixo, Death Magnetic, do Metallica, em alto e bom som. E esta música em particular. Os riffs, a raiva, as palhetadas... pra quem não sabe porque o Metallica é a banda mais foda do mundo.

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sábado, 15 de agosto de 2009

Versões: Chris Isaak e The Beatles

Adoro versões, muito mesmo. Quando bem feitas, honestamente bem feitas. É uma maneira muito legal de homenagear. Mas também tem o outro lado: destroem belas músicas com uma desfaçatez sem tamanho. Mas vamos às interessantes: achei o Chris Isaak com Blue Moon, num tributo ao Elvis, e os Beatles jaming uma Besame Mucho durante as gravações do Let It Be - o clima é tão bom que custa a crer que a banda tenha acbado logo depois.

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sexta-feira, 14 de agosto de 2009

(mais uma) Aula-Show de Reinaldo Azevedo

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Gramática quinta-feira, 13 de agosto de 2009 20:57

Aí escreve o leitor que se identifica como “Assindético”:
Reinaldo, agora vc me deixou com uma dúvida. Eu havia aprendido que “quem chega, chega EM algum lugar”. Por isso dizemos: Ele chegou EM casa. Ou “Ele chegou na casa de seus pais”.“Quando vamos, vamos PARA algum lugar” - e por isso: Ele foi À (para+a) casa de seus pais”…Em sua frase você mencionou “Um dia ele chega às subordinadas.” O correto não seria chegar NAS subordinadas? Temo que eu é que esteja errado. Mas gostaria de saber o motivo…Um abraço.

Respondo
Sim, está errado.
Em primeiro lugar, há uma mistura aí entre os verbos “chegar” e “ir”. Em qualquer dos casos, como transitivo indireto, você “chega” ou “vai” A algum lugar - sempre lembrando que também podemos chegar “DE”. Atenção! JAMAIS CHEGAMOS “EM” ALGUM LUGAR. Nunca! Nem Lula tem licença para isso. Se você aprendeu assim, aprendeu errado. Antes que continue: a depender do sentido e do contexto, o verbo “ir” admite outras preposições, seja como transitivo indireto, seja como intransitivo (”Lula ainda não foi?”). O verbo pode ser também pronominal: “Foi-se o entusiasmo da oposição”. Voltemos ao “chegar”.
O verbo também pode ser intransitivo, sem complemento. Digamos que Lula vá à casa de Renan Calheiros comemorar a baixaria no Senado. Quando aquele patriota abre a porta, Schopenhauer exclama: “Cheguei!”. “Chegar” pode ser transitivo direto. Durante o mensalão, por exemplo, muitos daqueles incríveis homens de bem tiveram a chance de dizer: “Chega esse dinheiro pra cá…” No caso, “esse dinheiro”, embora tenha sido roubado do seu bolso, leitor, era o “objeto direto” da canalha.
Só para concluir. Querem os gramáticos que a palavra “casa”, sozinha, não é antecedida do artigo “a”. Se não é, então você “chega a casa”, sem o acento grave indicador de crase. Mas raramente ou nunca a empregamos assim, solteira. Quando Lula chega “à casa de Renan“, ele chega craseado. E aí Deus nos acuda!

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terça-feira, 11 de agosto de 2009

Pessoa versus Camões

O embate DOS séculos: XX e XVI, hoho...



Gracias, Jana!

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sábado, 8 de agosto de 2009

Wiser Time me acha no Twitter. And I like it!

Dia desses comentava com Sefir que o Twitter é a maneira mais fácil de você se manter atualizado com o que rola. Se interessar, clica no link, acessa o site e lê tudo. Com a informação cada vez em maior quantidade, não dá pra clicar em tudo que aparece senão vc fica louco (ou, como demonstrado aqui, vc lê a mesma coisa vazia). De maneira que vc vai lendo os tweets de tudo quanto é canto, reunidos num só lugar conforme sua preferência. Enfim, o Twitter é um sinal destes novos e loucos tempos. Bom ou ruim são as pessoas e sua forma de lidar com isso, o site é apenas uma ferramenta. Mas também reserva surpresas. Algumas bem legais, diga-se.
Wiser Time, até agora, era, pra mim, o nome de uma fantástica música do Black Crowes. Talvez a minha favorita, uma das favoritas. Mas graças ao Twitter descobri também que Wiser Time é uma (grande!) banda. O campo "bio" no Twitter já soa apetitoso: "Rock Trio From New Jersey!" E links pros vídeos. E então, meus amigos, o que era apetitoso torna-se saboroso: um blues rock cheio de feeling, bem tocado e bem cantado. Thanks, Twitter. Thanks Mama Wiser (a.k.a. Rachel, manager dos caras). Fiquei na fissura de descolar os discos (são dois). Veremos. Aí vão alguns vídeos. Da banda mesmo, só o primeiro. O resto é só um deles, o Carmen Sclafani, mandando bronca no violão e no slide. Cadê a cerveja?

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terça-feira, 4 de agosto de 2009

O tempo não pára!

Mudança. Física, a princípio. Emocional, sobretudo. Flashback total. Encaixotando a vida. Uma era terminando. Coisas dadas como perdidas aparecem da terceira dimensão, onde achávamos que elas estavam. "Meu Deus, tava nesse envelope o tempo todo?", "Caramba, tava na minha cara", etc.
Sete anos morando no mesmo lugar. É tempo pra chuchu. Cheguei lá casadinho, cheio de sonhos; alguns se realizaram, outros mudaram, outros não se realizaram. Trabalhava como técnico de segurança. Saio com 02 filhas lindas, que crescem a cada segundo. Formado e trabalhando na profissão que escolhi. Minha mulher também mudou de emprego, 03 vezes. O saldo foi positivo, imensamente. Apesar de todas as boas lembranças, não quero olhar pra trás. Simplesmente porque é para frente que se anda, e o futuro parece ainda melhor e mais desafiador. Aprendi que se parar, muita gente te passa e te deixa para trás. Então, é sempe seguir em frente, firme e forte. Porque o tempo não pára.

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terça-feira, 28 de julho de 2009

Maurício de Souza é um gênio

Sempre fui um grande fã do Maurício de Souza. Tivemos (hein, Xics?) uma caixa de TV cheíssima de revistas da Turma da Mônica (e outra com revistas do Walt Disney, outro ídolo meu). E agora, já crescidinho, adoro séries. Enfim, adoro histórias. E a notícia de que o Dr. House participará de um episódio da Turma da Mônica Jovem (a outrora "turminha" já crescida, em histórias no estilo mangá, outra sacada absolutamente incrível) me lembrou algo que dá título a este post: a genialidade do Maurício de Souza. Fôssemos um país que valorizasse, blá, blá, blá, o cara teria o valor que merece. Mas, além de genial, é tão boa gente que nem para para (e agora, reforma ortográfica?) reclamar. E juntar o universo das séries com HQ, além de ser uma ótima idéia, dá noção da relevância e sintonia com a atualidade sempre presente na obra do Maurício. Um mestre!

Embora, vá lá, quem esteja na série seja o Dr Ráuse. Parafraseando o "TV em Série": um médico ranzinza viciado em balas, que usa bengala e deseja mais que tudo encontrar um caso de lúpus na vida. Boa sacada, não?


Ótima!


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domingo, 26 de julho de 2009

Saramago

Do Globo Online, essa entrevista:


Em vários textos do livro, o senhor é crítico a figuras políticas: George Bush em 18 de setembro de 2008; Berlusconi em 19 de setembro de 2008 e em 13 de março de 2009; José Maria Aznar em 22 de setembro de 2008; o papa Bento XVI em 9 de outubro de 2008; Sarkozy em 6 de janeiro de 2009; e a própria "esquerda" é alvo de críticas em 1 de outubro de 2008. Mas há também textos esperançosos, sobretudo em relação à eleição de Barack Obama. Só que eu não me recordo de ter lido nada específico sobre o governo do Brasil. O que o senhor acha do presidente Lula?

SARAMAGO: Acho que o presidente Lula tem feito um excelente trabalho neste segundo mandato se aceitarmos como inevitáveis certas “infidelidades” ao seu programa inicial.

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A entrevista tem bons momentos. Saramago é, sempre, um ótimo entrevistado. Fala bem, usa a linguagem a seu favor e sabe se promover muito bem. E, antes de qualquer coisa, gosto de sua literatura. Pode até ser cansativo em alguns momentos, mas é diferente do resto. Ensaio sobre a Cegueira é um grande livro, Memorial do Convento é ótimo também. Nunca li o Evangelho Segundo Jesus Cristo, mas quero lê-lo. Falo aqui, neste post, do (ai) "Saramago que emite opiniões sobre política". A análise é essa. Então, eu gostaria mesmo de saber o que Saramago considera "infidelidade inevitável":

- Se aliar a velhas oligarquias, com seus velhos coronéis?
- Usar dinheiro público em negócios suspeitos que só beneficiam os seus aliados mais próximos?
- Ser o articulador do legislativo mais nefasto da história do Brasil?
- Ser o presidente que menos tempo passa no seu próprio país?
- Aceitar chantagem de bandoleiros de quinta categoria, como Chavez, Evo, Corrêa, Lugo?
- Colocar o tal Movimento Estudantil (toc, toc, toc) sob cabresto?
- Tentar o possível para silenciar a imprensa?


E é claro que ele não opina sobre o Brasil. Nem sobre Cuba. Venezuela, China, Coréia do Norte. Não existe "crítica a favor". Vai falar mal daqueles com quem ele tem afinidade ideológica? Vai falar o quê? Que Collor tem tido um "comportamento exemplar"? Que Sarney tem uma "imensa folha de serviços prestados ao país"?

Este é mais um capítulo do pensamento das esquerdas (o outro está no post sobre a UNE): infidelidade boa é aquela "a favor" da causa. Mesmo que não se saiba que causa é essa. Ou por outra: não há causa alguma. Apenas o aforismo de sempre: "Aos amigos, tudo; aos inimigos, a lei".

PS: Descobri que tenho algo em comum com o José Saramago: ele também tem um blog que ninguém lê, hahahaha...

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quinta-feira, 23 de julho de 2009

Coroné mesmo, só o Antônio Bento

campanhaperspectiva

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quarta-feira, 22 de julho de 2009

Ford Fusion [Ou: ela não merece!]

Que propaganda paspalha essa do Ford Fusion, não? Vá lá, teve gente que gostou, até entendo os motivos. Então, é hora de abrir o Manual Rover de Como Desperdiçar Uma Boa Idéia Tendo Um Clássico Absoluto Como Tema (no caso, a magnífica Back In Black, do AC/DC). Vamos lá?
Cena 1: Executiva bonita pergunta: "Onde você gostaria de estar daqui a cinco anos?"
Cena 2: Corta para o Ford Fusion rasgando a estrada, Back In Black ao fundo, o homem com aquela cara de bem sucedido. Câmera vai pro lado e acha, ao lado do cara, a tal executiva bonita. Ou seja: comprou "o" carro (para a propaganda) e ainda "pegou" (arre!) "a" mulher. Legal! Afinal, "quem dirige um Ford Fusion fez por merecer". Mas a maionese desanda...
Cena 3: O tal homem da cena anterior faz a mesma pergunta para a executiva bonita: "E você? Onde gostaria de estar daqui a cinco anos?"
Cena 4: O mesmo começo, a mesma música. O mesmo cara dirigindo. Só que, a mulher está no banco de trás do carro. Sacada da história: ele pensa em tê-la, ela pensa em ser chefe dele. Legal, perspectivas diferentes (embora o cara, pelo que notamos, não tem A MENOR chance com a garota).
- Rover, seu mala! O que há de errado então, a ponto de merecer um post?
Aqui: "Quem DIRIGE um Ford Fusion, fez por merecer." Quem dirige, NAS DUAS CENAS, é o cara. A mulher sequer ENCOSTA no volante. Então, ela não merece. Não merece o carro, não merece o cargo que almeja. E, no fim das contas, talvez o próprio executivo, a despeito do seu desejo, não mereça essa loser.

(risada sarcástica ao fundo, com eco: ha, ha, ha, ha...)

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