sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Um Curta Experimental, Cult e Pseudo-Intelectual

Isso é simplesmente sensacional... meu primeiro post como "professor em línguas portuguesa e inglesa" tinha que ter uma ironia contra a intelectuália... chck this out.

Adendo: não consigo postar o vídeo, então clica aqui.

"Eu sei, EU SEI, isso tira parte da expressao dicotomica e do neo impressionismo do seu curta", hohoho...

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terça-feira, 23 de setembro de 2008

O analfabeto que passou no vestibular

Eu estudo em uma universidade paga, dessas que cresceram enormemente nos últimos anos.

Eu estudo em uma universidade que prestigia salas cheias, grade curricular absurda e número reduzido de professores.

Eu estudo em uma universidade que é símbolo da mercantilização acadêmica desses dias.

Eu realmente acho que professores e doutores, ou seja lá o título que possua quem pertença a qualquer tipo de "elite intelectual" é realmente causa E efeito de um sistema medíocre, dominado por uma panelinha que teme perder o pouco de status que lhe resta. E, por tabela, responsável por um povo que tem verdadeira repulsa por literatura (claro, aqui a recíproca é tristemente verdadeira: essa tal literatura, seus escritores e críticos, também sentem repulsa pelo povo).

Portanto, quando li isso aqui, quase chorei de satisfação. Sr. Felipe Pena, meus mais sinceros e ardorosos parabéns! E vou comprar o livro (editora 7 Letras), que também é o título deste post - o que recomendo a todo ser pensante que goste de educação, sob qualquer ângulo.

Há vida inteligente em banânia. Saudemos!

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quarta-feira, 9 de julho de 2008

Pega um, pega geral

Com o tradicional delay, assisti finalmente ao Tropa de Elite. Bom filme, que pode ser visto da seguinte forma: comparando com o tal "cinema brasileiro", é muito bom mesmo, ótimo. Porém, no geral, não passa de um bom filme, com aqueles defeitos típicos de banânia, embora em quantidade (muito) menor: os personagens caricatos, a história marcadona, etc. Mas uma coisa não pode passar sem ser dita, mesmo depois de tanto tempo depois:

Se você é daqueles que achou o filme fascista ou apologista da violência, só resta uma conclusão: você vestiu a carapuça. Do ongueiro e/ou universitário classe média que usa os "problemas sociais" pra dar à vida medíocre alguma coisa próxima de um sentido. Do usuário de drogas que é contra uma ação mais firme da polícia contra seu lazer, porque aí é sacanagem, né? Da classe média hipócrita, que faz passeata quando acontece algo com um deles e fecha os olhos durante o ano todo, quando "os de lá" sofrem diariamente. Vestiu a carapuça e, pior, viu que ela ficou feia. Muito feia.

Gente hipócrita, cínica e burra. Merecem a cultura e, particularmente, o cinema que têm.

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sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Se tudo é politicamente correto, por que não a Unip?

O tipo de leitura que tem me enjoado bastante é o que fala sempre em “social”. Saca quando transforma substantivo em verbo? “A importância do BRINCAR e EDUCAR como cognição social”, manja? Nesse tom politicamente correto digno de uma MTV. Outra coisa que irrita: muita abstração. Socializar. Agregar. Sinergia. Cognitivo. E Social, então? Social, meu Deus, como tem. Some-se a sensação de um texto que fala, fala, fala... e não diz. É monolítico. Diz aí, o que você sente quando esbarra num parágrafo assim:

“Os textos, conforme foi dito, por serem formas de cognição social, permitem ao homem organizar cognitivamente o mundo. E é em razão dessa capacidade que são também excelentes meios de intercomunicação, bem como de produção, preservação e transmissão do saber. Determinados aspectos de nossa realidade social só são criados por meio de representação dessa realidade e só assim adquirem validade e relevância social, de tal modo que os textos não apenas tornam o conhecimento visível, mas, na realidade, sociocognitivamente existente. A revolução e evolução do conhecimento necessitam e exigem, permanentemente, formas de representação notoriamente novas e eficientes.”


Ou:

“Os Parâmetros Curriculares Nacionais de Língua Portuguesa endossam essa tendência (de explorar cada vez mais aspectos da fala para explorar na escrita; aquela coisa paulo-freireana de “entrar no universo do educando”, pois não), preconizando que, nas aulas de língua portuguesa, o ensino de leitura/produção de textos se desenvolva com base na noção de gêneros, em particular aqueles que os educandos encontram-se expostos no seu dia-a-dia e os que eles necessitam dominar para ampliar sua competência de atuação social.”

Não sei vocês, mas pra mim só faltou fechar com uma musiquinha.

O ensino de gêneros deve, sim, ser explorada – mas justamente no que ele tem de mais polifônico: o CORO DE VOZES, possível e presente no texto. Saber que existe diversidade e ela é saudável. Se eu me reduzir apenas ao meu universo, na melhor das hipóteses me torno uma pessoa preguiçosa. Quanto mais eu souber ao meu redor, muito mais posso saber de mim. E mais tolerante serei com o outro. Fechando o raciocínio: eu posso ser uma pessoa melhor. Se não é uma questão de lógica, então o que é? Se esse não é o objetivo de toda pessoa de bem, então o que temos? O que teremos?

Proselitismo, panfletagem. Honestamente, não caio nessa. O que me emputece é não poder ter contato com algo maior e melhor pra ter que ler isso e fazer uma avaliação ridícula. E aí a ficha cai: os futuros professores de língua portuguesa estão sendo submetidos a este regime de informações e idéias. Serão os responsáveis por passar adiante a língua, maior legado cultural de um povo, sendo formados assim (e olha que já pegamos coisa bem pior. Tia Ingedore tem sido um néctar).

Senhor, tende piedade de nós.

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