sábado, 10 de maio de 2008

Call me a dog

Os dias têm sido exageradamente corridos: o último ano de faculdade, as leituras e montagem do TCC, provas, trabalhos, seminários, pesquisas, a preparação de aulas, o estudo de matérias complexas (e que, achava, jamais teria que estudar de novo) para preparação de aulas, o desafio de aceitar aulas pra novas e diferentes turmas, de cursos (e disciplinas!) tão díspares, os deslocamentos por toda a cidade... tudo isso tem me tirado tempo de pensar na vida. E de refletir pra ver aonde ela tá indo. Isso deixa tudo com um ar melancólico, bem sei. Entretanto, é tudo tão louco que eu vou me guiando pelo instinto - não posso negar que isso tudo era realmente uma grande muleta, que me impedia de escalar, de ir pra cima; só andava pro lado, culpando um mundo que me ignorava solenemente. Só que achava que era por culpa dele, não por que eu escolhia errado. Agora, me pego confiando em mim. Escolhendo pelo cheiro. E indo cada vez mais fundo, por mim e por aquelas que amo, que têm tornado todos esses momentos bons, por mais loucos (e solitários) que eles possam ser. E, pelos resultados colhidos até agora, me rejubilo pelas escolhas certas - e que nem sempre foram fáceis. Sempre me recriminei por pensar demais. Acho que, realmente, chegou a hora de agir.

Sound Garden & Stone Temple Pilots - call me a dog

PS: Onde está escrito "Sound Garden & Stone Temple Pilots", 02 considerações: Soundgarden se escreve junto. Mas isso é irrelevante, pq a música é do Temple of the Dog, uma banda-projeto que reuniu os caras do Soundgarden com os do Pearl Jam - a confusão talvez se explique (embora não se justifique) pq o STP é via de regra confundido com o PJ. Bem, eu disse "talvez". Só Freud mesmo explicaria a contento...

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sábado, 5 de abril de 2008

É tão bonito andar na cidade de São Paulo

Estive em São Paulo hoje, sábado. Grandes Galerias (ou Galeria do Rock, pros iniciados). Deixei o couro lá e voltei vivo, apesar de tudo, Deus do céu! Quatro DVDs, uma blusinha pra Sefir e uma camiseta do filme Kill Bill pra mim (sei q parece coisa de babaca metido a cult, mas mesmo assim cravo sem medo: gosto muito dos filmes do Tarantino. E acho Kill Bill melhor que Pulp Fiction - hoje. Não sou tão definitivo). Mas este não é um post sobre Tarantino. É sobre os DVDs. Cousa fina. Tá, teve um gato por lebre no meio, mas até esse foi ótimo.
  • LED ZEPPELIN - Knebworth 79: First Night. Só não é o "último show" do Zep por que eles tocaram 02 noites e essa é (oh!) a primeira; mas foi a última gig deles (tem coisas q só em inglês mesmo...). É fantástico: primeiro pq é Led Zep, segundo pq eles tocam muito alto, terceiro pq o set é fantástico. Qualidade de imagem de razoável pra boa, o som nítido (hey, it's a bootleg! Que graça teria um bootleg com som surround?). Destaques: abertura, com Song Remais The Same. Sick Again. Ten Years Gone. Achiles Last Stand, ah, caramba... todos os sons! A boa forma de Robert Plant (se não fosse pelo cabelo armado e a blusinha amarradinha, levava 10 com louvor). O desfile de guitarras de Jimmy Page: a Gibson com 02 braços, a Gibson Standard, Fender Stratocaster, Fender Telecaster. E John "Bonzo" Bonham, claro. John Paul Jones? É o cara que mantém o negócio coeso - até pq, os outros 03 estão chapadaços...
  • ROLLING STONES - Ladies and Gentlemen: The Rolling Stones. Quem me conhece há mais tempo sabe o quanto estive atrás disso! Os Stones no auge, tour do Exile on Main Street (a.k.a. "enciclopédia rock"), eles muito doidos, naipe de metais, repertório clássico, som no talo, Mick Taylor e Keith Richards descendo o braço. Cara, começa com Brown Sugar, emenda com Bitch, passa pra Gimme Shelter... tem Midnight Rambler (melhor versão ever), Street Fighting Man, Jumping Jack Flash, Rip This Joint, Tumbling Dice... valeu a pena esperar.
  • BLACK SABBATH - Live in Athens 2005. O tal gato por lebre. Primeiro, o show não é em Atenas. Segundo, não se ouve o público (vá lá, dos males o menor; foda seria não ouvir a banda, né?). Terceiro: vi vários DVDs do Sabbath. Muitos. O que me fez decidir por esse foi o fato de ter a alucinante Into The Void. E NÃO TEM! Beleza... tem Sweet Leaf, o que ameniza a dor. E o som também está decente. E é Black Sabbath: Osbourne, Iommi, Butler e Ward. Yeah!
  • CHRIS CORNELL - Personal Fest: 07 Dicembro 2007. A grande vedete do pacote. Fomos ao (ótimo) show dele em SP, em 13 de dezembro, o que torna este DVD praticamente o registro do show que fomos. Mas não é só isso: na loja, o DVD não queria rodar de jeito nenhum. Até que o cara fez um ajuste e conseguiu meio na cega. Voltamos pra SJC e eu pensando em como me mataria se esse DVD não rolasse em casa. E não é que o bichinho não só rodou moleza como ainda por cima é bom pra cacete? Imagem e som perfeitos (quase surround, hehe), a banda afiadíssima, outro desfile de instrumentos maneiros, e ele cantando muito, inspiradaço. O repertório é aquela delícia, com destaque pros sons do Soundgarden: Outshined, Let me Drown, Spoonman, Black Hole Sun, Rusty Cage (uh!) e o esporro fantástico em Slaves and Bulldozers - com direito a medley: Bela Lugosi is Dead (Bauhaus), 4th of July (Soundgarden) e Whole Lotta Love (Zep). E nessa hora, no show, eu percebi a razão de o Garden não ser tão cultuado: aquilo é som pra pirar. Denso demais pra frequentar parada de sucesso. Muita viagem, muito volume. Azar, eu curti. E aproveito pra deixar um recado pro crítico do Estadão que achou o show morno e a banda poseur: bejame el culo, mané.
Muro das lamentações: muita camiseta doida (Scarface, Godfather, Speed Racer), o cd Tattoo, do Rory Gallagher, por 15 contos!!! Esse eu ainda vou chorar por ter deixado passar. Bem, vou colocar meu Irish Tour pra rolar...

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sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Outshined

I'm looking California and feeling Minnesota.

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