quarta-feira, 13 de agosto de 2008

A gente nunca chega até as finais

Não gosto de copiar dos outros, mas o podcast do Diogo Mainardi do dia 12 resume muito bem o que penso atualmente do nosso Brasil-sil... íntegra do texto aqui.

"E, à tarde, antes de pegar no sono (...) assisto às reprises das burlescas trapalhadas dos atletas brasileiros. É uma farra. Como é que eles conseguem ser ruins desse jeito? Como é que eles podem perder tanto assim? Eu vaio a TV, assobio para a TV, jogo o travesseiro na TV. Depois viro para o lado e durmo feliz.

O aspecto mais gratificante de se torcer contra os brasileiros é que a gente sempre acaba ganhando. Cada medalha de bronze perdida pode ser comemorada como um triunfo. Mas nossos atletas em Pequim merecem ser festejados por algo muito mais transcendental do que o mero sucesso esportivo. Com suas humilhantes derrotas, eles ajudam a ratificar todos os estereótipos mais grosseiros sobre o Brasil e os brasileiros. O povo dócil. A cultura conformista. O caráter frágil. A personalidade titubiante. O espírito resignado. O pendor para ser eternamente café-com-leite. É reconfortante saber que o país nunca trairá nossas piores expectativas. (...)

O país é uma bateria preliminar dos 200 metros de nado de peito. A gente nunca chega até as finais."

Entonces, segue o hino olímpico brasileiro, by Roger Rocha Moreira. Sem mais.


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